Um dos três prevaricou, diz Luis Miranda sobre Bolsonaro, Pazuello e Elcio – 20/07/2021


O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) disse hoje ter certeza de que houve prevaricação no caso do processo irregular de compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde. “Que houve [prevaricação] de alguém, a gente não tem dúvidas”, disse o parlamentar, pivô do escândalo envolvendo o governo federal sobre o imunizante. Na opinião do deputado, “um dos três prevaricou, com certeza”, em referência ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido); ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello; e ao ex-secretário executivo da pasta, coronel Elcio Franco.

Um dos três [Bolsonaro, Pazuello ou Elcio Franco] prevaricou, certeza.
Deputado federal Luis Miranda [DEM-DF]

“Depois que a CPI [da Covid] estoura o tema, manda-se investigar, manda-se suspender o contrato até que tudo fique devidamente comprovado, uma série de ações que poderiam ter sido feitas no momento em que a gente foi lá [apresentar a denúncia a Bolsonaro]”, afirmou ele no UOL Entrevista, conduzido pela apresentadora Fabíola Cidral e com o colunista Tales Faria e o repórter Lucas Valença. “Alguém não agiu”.

“O presidente [confirmou] o que falamos para ele, em entrevista. Ele disse que recebeu [os documentos], que passou para frente, ele valida que alguém então recebeu essa denúncia dele, que seria o Pazuello”, disse Miranda. “Quando o Pazuello mandou o Elcio investigar, ele deveria ter verificado; se não fez, alguém prevaricou”.

Miranda é irmão do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, cujo depoimento ao Ministério Público do DF (MP-DF) deu estofo à denúncia. No UOL Entrevista, ele disse que pediu à Polícia Federal para adiar o depoimento que estava marcado para hoje porque está fora de Brasília, acompanhando a filha em uma competição esportiva. Ele afirmou que a família “está acima de tudo, de qualquer pessoa”, inclusive do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Tendo condições legais e não afetando a investigação, vou priorizar minha família”, disse.

Voto em Bolsonaro

Após a denúncia, Miranda diz que ele e o irmão foram atacados por membros do governo Bolsonaro. “Não votaria nele [nas eleições de 2022] por isso”.

Segundo o parlamentar, a atitude do governo fez sua rotina mudar gravemente. “Meu irmão quer sair do país, foi ameaçado por alguns com envolvimento com milícia. Eu recebi várias ameaças, não sei se são fãs ou pessoas que querem te deixar com medo, ameaçam a mim e minha família. Acho que não tem volta. Tivemos a coragem lá atrás e quem quiser fazer maldade vai fazer de qualquer jeito”.

O deputado também negou voto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. “Não pode fugir da coerência, porque perde a essência que faz seus eleitores acreditarem em você”.





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