Sob Bolsonaro, quantidade de armas nas mãos de civis dobrou, revela Fórum Brasileiro de Segurança Pública

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O que dizem os especialistas

Um decreto do presidente da República, de 2019, mas que só entrou em vigor em 2020, permitiu que cada brasileiro possa comprar até quatro armas de fogo, o dobro do que previa a lei anterior. A medida provocou um salto nas aquisições de novas pistolas e revólveres no país.

A advogada Isabel Figueiredo, que é mestre em Direito Constitucional pela PUC e integrante do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, disse em entrevista ao portal G1 que o crescimento da circulação de armas mantém vínculo direto com as políticas do governo federal de afrouxar as exigências para quem quer adquiri-las, prejudicando os mecanismos de controle.

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“Tem que olhar essa arma que está na mão do sujeito que comprou a arma. É uma arma que pode agravar situações de violência doméstica, pode agravar a situação interpessoal. As armas escalam uma situação de violência. Um bate-boca ou uma briga com uma arma tem uma tendência de ter um resultado piorado. Um estudo do Ipea mostra que, com 1% a mais de circulação de armas, aumenta em 2% o número de homicídios. Também há um aumento de acidentes, envolvendo crianças, e um aumento de suicídios”, explicou.

Outros dados

Outro dado relevante divulgado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública diz respeito às apreensões e destruições de armas no Brasil. Mesmo que o índice não tenha apresentado mudanças drásticas em relação ao último levantamento, uma preocupante tendência de queda se manteve.

O estado que reduziu mais as apreensões e destruições de armas de fogo foi o Acre (38,6%). O Pará vem na sequência (25,7%), seguido pelo Rio de Janeiro (24%). Na contramão, o estado do Amapá foi o que mais apreendeu armamento ilegal para destruição, com um crescimento de 58,7%

Henrique Rodrigues, Jornalista e professor de Literatura Brasileira.


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