Russell diz que “contrato rígido” na Williams impediu ida antecipada à Mercedes


Russell se prepara para um ano intenso em 2022 com ida à Mercedes

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Foto: LAT Images/Mercedes / Grande Prêmio

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Após passar três anos na Williams — os quais ele acredita que foram mais do que suficientes para seu desenvolvimento —, George Russell finalmente foi anunciado como o companheiro de equipe de Lewis Hamilton na Mercedes para 2022. Mas é verdade que após sua boa apresentação pela escuderia britânica no GP de Sakhir de 2020, substituindo o heptacampeão mundial por ter testado positivo Covid-19, muitos esperavam que o jovem piloto seria a grande aposta do time para 2021. E por que não foi?

Questionado durante uma entrevista ao podcast do site Motor Sport Magazine, Russell explicou que seu contrato — que era válido até o fim de 2021 — era extremamente rígido na Williams, que tinha todo o poder. Ele admite que a equipe britânica era sua única chance para chegar à F1 em 2019.

“São conversas que nem aconteceram porque sabíamos o quão rígido era o contrato”, disse ele. “A Mercedes criou o contrato e trabalhou com a Williams em meu nome, eles sabiam que a Williams tinha todo o poder”, acrescentou.

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George Russell estreou na Fórmula 1 em 2019 pela Williams (Foto: Williams)

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“A Claire [ex-chefe da equipe da Williams] foi bem clara, porque ela tinha todo o poder. E a Williams foi minha única opção na Fórmula 1 [em 2019] – era isso ou eu não estaria aqui. Então ela poderia realmente amarrar bem esse contrato. Foi tudo a favor de Williams”, completou.

“Obviamente, você quer ter um pouco de flexibilidade, porque ninguém sabia como a equipe se sairia [naquele ano]. Mas tínhamos fé na época que a equipe teria melhores resultados”, seguiu.

Ainda assim, a temporada passada foi a melhor do britânico pela equipe. Tanto Russell quanto, agora, seu ex-companheiro de equipe, Nicholas Latifi, marcaram seus primeiros pontos pela Williams em 2021, tendo alguns lampejos em determinados momentos da temporada. Por isso, o #63 afirma que, no fim das contas, os três anos de contrato o ajudaram em seu desenvolvimento como piloto.

“Estávamos prontos para completar os três anos, porque achei que seria muito bom para o meu desenvolvimento. A medida que as coisas foram dando certo, acho que foi muito bom para o meu desenvolvimento”, concluiu.

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