Pérez segura Hamilton na Turquia e enfim é capaz de ajudar Verstappen na briga pelo título


Sergio Pérez comemora 3º lugar no GP da Turquia

Sergio Pérez comemora 3º lugar no GP da Turquia

Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

Paddock GP #260: Bottas vence na Turquia, mas Mercedes perde e Verstappen lidera F1 2021

O GP da Turquia, disputado no último domingo (10) e que terminou com a vitória de Valtteri Bottas, reservou algumas particularidades após o resultado final: a Mercedes, que venceu a prova, deixou Istambul com um sentimento de derrota. E a Red Bull, que terminou a disputa com seu principal carro em 2º lugar, sai com um grande sorriso no rosto. Isto porque, apesar da escuderia alemã ter vencido, não foi com o piloto que gostaria, e muito disso por conta de Sergio Pérez.

Contratado pela Red Bull para a temporada 2021, ‘Checo’ chegou com o objetivo de ser um segundo piloto capaz de obter resultados, somar pontos importantes para o Mundial de Construtores e auxiliar Max Verstappen na disputa pelo título, restrita ao holandês e Lewis Hamilton. No passado, o atual líder do campeonato já reclamou algumas vezes dos desempenhos de Pierre Gasly e Alexander Albon, seus últimos dois companheiros de equipe, e chegou a alegar que “corria sozinho”.

Pois Pérez chegou justamente para encerrar esses problemas e trazer experiência à Red Bull, algo que os dois pilotos anteriores não poderiam oferecer, e consistência, dado que o mexicano é um piloto conhecido por sua regularidade, sempre que possível terminando corridas na zona de pontuação e nem sempre com carros tão potentes. Na penúltima etapa do ano, em Sakhir, Sergio venceu a corrida pilotando uma Racing Point, hoje Aston Martin, e convenceu de vez a escuderia austríaca a fazer o investimento.

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Sergio Pérez foi fundamental para as pretensões da Red Bull no Istambul Park (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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No entanto, a primeira parte da temporada não correu conforme o esperado. ‘Checo’, assim como os dois últimos ocupantes do segundo carro da Red Bull, teve dificuldades para se adaptar ao monoposto, indo ao pódio pela primeira vez somente na 6ª etapa do ano, no Azerbaijão, quando venceu. Apesar de ter feito boa corrida e ter terminado no lugar mais alto do pódio, o resultado só foi possível porque Verstappen teve um furo de pneu e Hamilton passou reto na curva 1 após a relargada, já na reta final da corrida.

Com outro pódio na França, na etapa seguinte, Pérez deu a entender que já havia se adaptado completamente ao carro e teria uma guinada de resultados, mas não foi o que ocorreu. Desempenhos bastante aquém do esperado, como o 16º lugar no GP da Inglaterra, por exemplo, quando largou dos boxes e não conseguiu escalar o pelotão, mostraram que o piloto ainda não possuía total domínio do carro.

Pois na Turquia, depois de duas boas corridas em Itália e Rússia, Pérez conseguiu enfim realizar o trabalho pelo qual foi contratado. Quando sentiu a aproximação de Lewis Hamilton, que estava pronto para ultrapassar, o mexicano fez jogo duro, fechou as portas e impediu a passagem do britânico, ajudando seu companheiro Verstappen. Além disso, terminou a corrida na 3ª posição, logo atrás do holandês, e somou importantes pontos para a Red Bull no campeonato.

Foi este movimento de Pérez que possibilitou à Red Bull chamar o holandês para os boxes, já que Hamilton havia perdido preciosos 5s para o rival enquanto tentava ultrapassar o mexicano. Assim, Verstappen pôde parar, trocar os pneus e voltar à frente do britânico, seu único concorrente pelo título. Não por acaso, após a corrida, ‘Checo’ brincou dizendo que Max lhe devia “algumas tequilas”. Em seguida, Pérez aproveitou o giro seguinte para ir direto aos boxes e impediu a possibilidade de um undercut por parte de Hamilton, exatamente aquilo que o heptacampeão pediu para a Mercedes.

Vale ressaltar que Pérez vinha de duas boas corridas, com um desempenho justo na Itália, quando fechou em quinto lugar, e um tremendo azar na Rússia. Em seu primeiro pit-stop, o mexicano viu a Red Bull se complicar e demorar 8s9 para efetuar a troca. Ainda assim, Pérez retornou em quinto e teve grande atuação, ultrapassando Daniel Ricciardo (McLaren) e Carlos Sainz (Ferrari) para alcançar o terceiro posto, em etapa que o pódio parecia certo. No entanto, a chegada da chuva e a decisão de continuar com pneus slicks encerraram qualquer chance e fizeram o mexicano cair para a nona colocação.

Pérez já está totalmente confortável e adaptado ao carro? A resposta mais prudente é não. Ainda precisa demonstrar mais regularidade e se manter por mais tempo entre os ponteiros. No entanto, é sempre válido destacar que o segundo carro da Red Bull ofereceu problemas a todos aqueles que o guiaram. Modelado especialmente para o estilo de pilotagem peculiar de Verstappen, o RB16B representa um grande desafio para outros pilotos. Na Turquia, ‘Checo’ fez exatamente aquilo que se espera dele. Entretanto, com o talento do mexicano e a potência oferecida pelo conjunto Red Bull-Honda, é possível brigar por mais.





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