‘Os fatos levam a ele ser o grande operador’, diz Aziz sobre Dias


Em entrevista à edição matinal do UOL News, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), falou sobre as suspeitas de recebimento de propinas dentro do Ministério da Saúde. A CPI, mesmo em recesso, começa uma nova fase de investigações, indo atrás desses indícios de favorecimento.

“Não se aponta o dedo, sem ter provas concretas. Temos que ter responsabilidade e não expor pessoas sem ter certeza. Uma certeza: o Roberto Dias mentiu muito na CPI, por isso o mandei prender. Ele era um grande operador na Saúde, em muitos contratos assinados nos últimos anos enquanto esteve ali”, afirmou.

O ex-diretor de logística do Ministério da Saúde foi nomeado ao cargo pelo ex-ministro da pasta, Luiz Henrique Mandetta, e se manteve apesar das mudanças de liderança na Saúde. “Dias saiu após denúncia da CPI, antes ele era intocável”, completou.

Na análise de Aziz, Dias se preparou para sair e prova disso é o tal dossiê que ele teria feito. “Tenho certeza que entregou para o primo dele, Ronaldo Dias”, falou. O senador disse ter achado estranha a reação das pessoas na hora em que mandou prender Dias em sessão da CPI.

Ou a gente investiga ou não. Os fatos levam a ele ser o grande operador, basta saber para quem operava. Roberto Dias por muito tempo ficou no comando das licitações da Saúde, o que foi retirado dele esse ano foi a vacina, mas desde 2018 estava ali atuando e há fortes indícios, segundo o apurado, de que haja esse tipo de comportamento
Omar Aziz

O presidente da CPI da Covid ressaltou que ainda não fará acusações.





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