‘Impeachment é remédio para último caso’, diz presidente da OAB


Crítico ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido), Felipe Santa Cruz, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), afirmou que aguardará as conclusões da CPI da Covid para decidir sobre protocolar ou não um pedido de impeachment ao mandatário federal.

Na edição matinal do UOL News, Santa Cruz disse achar razoável esperar os próximos dois ou três meses para o fim da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). A comissão está em recesso e retorna oficialmente aos trabalhos na primeira semana de agosto.

“Impeachment não é algo que faça bem para a democracia, é um remédio a ser usado em último caso”, falou. “O país não sabe o melhor caminho a seguir nesse momento tão difícil de nossa história”, completou. Segundo o presidente da OAB, essa dúvida é comum entre os brasileiros, incluindo os advogados.

Santa Cruz disse que Bolsonaro tem testado todos os limites das instituições e “quem se calar será julgado pela história”. Além disso, o advogado falou que aspectos da má gestão do presidente durante a pandemia já estão sendo expostos na CPI.

O governo claramente boicotou determinadas vacinas. A Coronavac por motivos políticos e contra a vanguarda de Doria na vacinação. Esse mesmo governo, através de representantes do principal ministério do país em uma pandemia, o da Saúde, discutiu ou tentou fazer negócios e lucrar com uma conduta omissiva que matou milhares de brasileiros. É muito grave boicotar vacinas, boicotar o combate à pandemia. Mais grave ainda é saber que se montou um mercado.
Felipe Santa Cruz

Segundo o presidente da OAB, ainda é cedo para poder concluir se houve crime, mas há indícios. “O impeachment torna possível também se fazer essa apuração. A violência política contra o povo brasileiro foi consolidada”, afirmou.

Eleições 2022

Sobre os rumores de que concorrerá a governador do Rio de Janeiro no ano que vem, Felipe Santa Cruz preferiu não confirmar ou negar. “Até 31 de janeiro, meu papel é presidir a Ordem”, falou.

O presidente da OAB disse que gosta de política e reconheceu que já foi filiado a vários partidos, mas hoje não tem associação oficial a nenhum. “O que temos é a sondagem e apoio ao meu nome, muito me envaidece e é reflexo do trabalho na Ordem”, completou.

Santa Cruz também disse ser um grande admirador do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), de quem é amigo desde a época da faculdade.

Além disso, o presidente da OAB se posicionou sobre o atual debate trazido pelo mandante da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de semipresidencialismo. “A OAB defendeu em alguns momentos, mas o atual conselho ainda não debateu sobre isso. Eu sou parlamentarista. Mas nós defendemos reforma política e respostas ao povo brasileiro”, explicou.





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