FIA faz balanço positivo de teste com luvas criadas para aumentar proteção ao fogo


Daniel Ricciardo não notou uma grande diferença nas novas luvas

Daniel Ricciardo não notou uma grande diferença nas novas luvas

Foto: McLaren / Grande Prêmio

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) fez um balanço positivo do primeiro teste com as luvas que contam com proteção reforçada em caso de incêndio. Desenvolvidas em reação ao acidente de Romain Grosjean no Bahrein no ano passado, as novas luvas tem como objetivo dar aos pilotos 1s5 extra de defesa.

No acidente em Sakhir, Grosjean conseguiu escapar do carro em chamas após uma grave batida, mas ficou com queimaduras nas mãos. Assim, a entidade máxima do esporte busca uma maneira de aprimorar a vestimenta para aumentar a proteção dos pilotos.

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Romain Grosjean sofreu queimaduras nas mãos no acidente no Bahrein

Romain Grosjean sofreu queimaduras nas mãos no acidente no Bahrein

Foto: IndyCar / Grande Prêmio

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“Foi uma área em que começamos a trabalhar imediatamente como resultado do incidente de Romain”, disse Michael Mais, diretor de prova da Fórmula 1. “Identificamos muito rapidamente que foi uma área que podia ser melhorada junto com os fabricantes”, seguiu.

Durante o fim de semana na Turquia, a entidade conduziu um primeiro teste, que contou com a participação de cinco pilotos: Lewis Hamilton, Sebastian Vettel, Carlos Sainz Jr., Daniel Ricciardo e George Russell. E quatro marcas diferentes foram avaliadas, já que Mercedes e Ferrari têm a Puma como fornecedora, enquanto a McLaren usa Sparco, a Aston Martin é cliente da Alpinestars e a Williams é atendida pela OMP.

De acordo com o dirigene, os pilotos deram um retorno positivo, apontando a necessidade apenas de ajustes mínimos.

“O feedback inicial dos pilotos foi bom. Existem alguns pequenos elementos de ajuste com algumas marcas, mas nada intransponível. Somos muito gratos aos pilotos e equipes por efetivamente terem usado-as. Isso mostra que estamos tentando aumentar o nível de proteção o máximo possível”, declarou.

Os novos modelos foram desenvolvidos com o objetivo de reduzir a transferência de calor para a pele dos pilotos em caso de exposição direta ao calor. A ideia é dar aos competidores 1s5 extra de proteção em relação ao modelo anterior.

“Parece algo mínimo, mas como vimos neste tipo de cenário, cada décimo de segundo, cada milésimo, conta”, indicou Masi.

A grande dificuldade é aumentar a proteção, sem reduzir a sensibilidade, já que os pilotos precisam conseguir operar o muitos botões do volante de um Fórmula 1.

“Não podemos mudar isso completamente, pois eles precisam ter um nível de sensação, particularmente com algo como as luvas, com tudo que eles têm de operar”, explicou. “É por isso que fizemos este teste prático para ter o feedback deles em uma situação de vida real”, justificou.

Ricciardo falou publicamente do teste supervisionado por Nuno Costa, chefe de segurança do competidor e do usuário da FIA, e contou que sequer sentiu diferença com o novo equipamento.

“Eu sabia que iria usá-las, mas, depois que usei, não sabia que o tinha feita. Então estou tentando dizer que isso foi uma coisa boa. Não notei a diferença”, contou Daniel. “Mas não sou muito exigente com o meu kit e tudo mais, então não sou muito exigente. Mas foi completamente bom para mim. Foi, realmente, uma boa adição sem nenhum ponto negativo”, encerrou.





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