Família lamenta morte de estudante morta, ‘cheia de vida’


Morta com um tiro supostamente disparado pelo namorado, a jovem gaúcha Joana Fabris Deon, de 19 anos, teve os próprios sonhos interrompidos “de forma precoce”, segundo a família.”Cheia de vida”, como descreve um tio, e cursando duas graduações ao mesmo tempo, a vítima era considerada um prodígio, relatam os parentes.

Joana morreu no sábado (17), em Bento Gonçalves (RS), após o namorado, Paulo Eduardo Scaravonatto, também de 19 anos, disparar uma arma calibre 38, de acordo com investigação da Polícia Civil. Ele chegou simular um latrocínio, mas foi denunciado pelo próprio pai.

Segundo o tio da jovem, Luiz Fabris, de 50 anos, Joana era filha única da irmã dele e constantemente era motivo de orgulho para a mãe, após ser aprovada em psicologia e pedagogia. A vítima cursava ambas as graduações.

“Era uma menina cheia de vida e com um futuro promissor porque estudava em dois cursos. Infelizmente era filha única da minha irmã. Foi uma tragédia para a nossa família”, lamentou ao UOL, o tio da jovem.

Joana Fabris Deon morreu na casa do namorado, em Bento Gonçalves (RS) - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal

Joana Fabris Deon morreu na casa do namorado, em Bento Gonçalves (RS)

Imagem: Arquivo Pessoal

Apesar da idade de Joana, segundo a família, a jovem também exercia o papel de apoio aos parentes em momentos difíceis. O tio lembra que semanas antes de morrer, a vítima o presenteou com um livro para ajudá-lo a enfrentar um câncer.

“Ela me entregou um livro sobre espiritualidade para me ajudar a entender melhor a relação do ser humano com a vida, me deixando um bilhete sobre o olhar que eu deveria ter ao ler o livro, mas ocorreu essa fatalidade, que foi no dia do aniversário da avó dela”, contou ele.

Para o tio, Joana não se viu em perigo ao lado do namorado em razão “da bondade no coração”.

“Ela acabava não percebendo os perigos que a vida oferece, sendo vítima da própria ingenuidade e da liberdade que exercia. Foi vítima da bondade que tinha no coração”, concluiu.

O crime

Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o namorado de Joana, Paulo Eduardo teria simulado um assalto após buscar socorro médico para a vítima, mas acabou denunciado pelo próprio pai.

Joana deu entrada na madrugada de sábado no Hospital Tachini, com ferimentos no tórax resultante de um disparo de arma de fogo. O namorado dela declarou à BM (Brigada Militar) e à Polícia Civil que a vítima reagiu a um assalto na rua, sendo baleada.

O suspeito foi liberado após o caso ser registrado como latrocínio. Mas horas depois, segundo a delegada Deise Ruschel, o pai do namorado da vítima procurou a Polícia Civil para contar a verdade sobre a autoria da morte de Joana, que seria de Paulo.

A Polícia Civil e a BM confirmaram a versão do pai ao identificarem a presença de sangue na casa do suspeito, o que fez o caso virar um suposto feminicídio.

Em depoimento, o suspeito afirmou que a arma estava na mão da namorada no momento do disparo. A família da vítima diz não acreditar em tiro acidental.

“Ele não confessou nada, mas disse que a vítima estava com a arma na mão e que aconteceu o que ele chamou de acidente. O pai deu bastantes detalhes de como foi a dinâmica e, a partir disso, entendemos que foi o rapaz que matou”, afirmou a delegada Deise Ruschel.

O UOL falou por telefone com a advogada Manuela Almeida, que atua na defesa dele. A defensora pediu que o contato fosse finalizado por e-mail. A reportagem tentou novamente contato na manhã de hoje e aguarda retorno.





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