Facebook: Antiga funcionária revela que empresa opta pelo lucro em detrimento da segurança


Recentemente, o Facebook tem estado no centro de várias polémicas que questionam o seu verdadeiro (e lúcido) impacto na saúde mental dos seus utilizadores – especialmente os mais novos. Agora, uma antiga funcionária da empresa afirma que esta escolhe o “lucro em detrimento da segurança”.

Frances Haugen divulgou uma panóplia de documentos internos e, em entrevista, fez revelações que podem ser surpreendentes.

Frances Haugen, antiga funcionária do Facebook

Embora tenha sido gestora de produtos do Facebook, Frances Haugen divulgou um conjunto de documentos internos da empresa ao The Wall Street Journal, de forma anónima. Agora, revelou a sua identidade e alegou que a empresa sabia que os seus serviços estavam a fomentar o ódio e a prejudicar a saúde mental dos mais novos, acusando-a de escolher “o lucro em detrimento da segurança”.

A antiga gestora de produtos participou no 60 Minutes da CBS e revelou que a gigante desativou permanentemente as medidas destinadas a combater a desinformação, após a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais americanas do ano passado. Para ela, esta ação focou-se apenas no lucro. Mais do que isso, Frances Haugen revelou acreditar que essa jogada do Facebook contribuiu para a invasão do Capitólio, em janeiro deste ano.

Na entrevista à CBS, Haugen mencionou uma alteração do algoritmo, em 2018, que promoveu uma mudança do fluxo dos conteúdos. Segundo a antiga gestora de produtos, embora essa alteração estivesse a gerar discórdia, ajudava a manter as pessoas na plataforma, bem como a regressar. Assim sendo, a plataforma conseguia distribuir mais anúncios digitais.

O que vi repetidamente no Facebook foi que havia conflitos de interesse entre o que era bom para o público e o que era bom para o Facebook […] E este, uma e outra vez, optou por otimizar os seus próprios interesses, como ganhar mais dinheiro.

Disse Haugen.

De acordo com o Sky News, as receitas anuais do Facebook mais do que duplicaram, de 56 mil milhões de dólares, em 2018, para os 119 mil milhões projetados para este ano, pelas estimativas da FactSet.

As redes sociais têm tido um grande impacto na sociedade nos últimos anos, e o Facebook é frequentemente um local onde grande parte deste debate se desenrola […] Mas as provas que existem simplesmente não suportam a ideia de que o Facebook, ou as redes sociais em geral, é a principal causa de polarização.

Disse Nick Clegg, vice-presidente de política e assuntos públicos do Facebook, num memorando enviado aos funcionários.

Aliás, mesmo antes de a entrevista completa de Frances Haugen ser divulgada, um executivo do Facebook sublinhou que as alegações da antiga gestora de produtos da empresa eram “enganosas”.

 





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