Dólar emenda 3ª queda e vai a R$ 5,53, menor valor desde novembro – 13/01/2022


O dólar emendou hoje sua terceira queda consecutiva, esta de 0,1%, e fechou a quinta-feira (13) cotado a R$ 5,53 na venda. É o menor valor alcançado em quase dois meses, desde 17 de novembro de 2021, quando a moeda americana encerrou o dia valendo R$ 5,524.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), opera praticamente estável. Por volta das 17h20, o indicador registrava leve queda de 0,04%, aos 105.644,75 pontos, depois de subir 1,84% na véspera. As negociações terminam às 18h.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Exterior ajudou

Dados de hoje nos Estados Unidos indicaram uma desaceleração da inflação ao produtor no país. O número, assim como o índice de preços ao consumidor divulgado na véspera, está em linha com as expectativas do mercado — e, segundo especialistas, não aumentou a pressão sobre o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) para que aumente os juros mais vezes que o esperado em 2022.

A inflação nos EUA terminou 2021 acumulada em 7% — maior patamar em quase 40 anos, desde junho de 1982.

“A perspectiva de que a inflação ao consumidor nos EUA seria a mais alta em décadas já estava dada, antecipada e devidamente precificada nos ativos financeiros”, explicou a equipe de pesquisa da Levante Investimentos, em nota. “Por isso, sua confirmação reduziu a incerteza dos investidores e aliviou a volatilidade [na sessão de hoje].”

O Fed já tem indicado de forma clara que, em meio à inflação alta e sinais de aperto no mercado de trabalho, começará a aumentar os juros — hoje próximos a zero — neste ano. Segundo especialistas, a tendência é que ao final deste mês, na primeira reunião de política monetária de 2022, a autoridade deixe o terreno preparado para uma primeira alta em março.

Juros mais altos nos EUA aumentam a rentabilidade dos títulos soberanos, considerados investimentos muito seguros. Em tese, esse cenário tende a tornar menos atraentes os ativos de mercados emergentes, como o Brasil, e levar a uma valorização global do dólar.

(Com Reuters)





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