Caso Marielle: MP liga Ronnie Lessa a miliciano em outra morte, diz jornal – 18/07/2021

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A força-tarefa do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) que investiga a morte da vereadora Marielle Franco encontrou elementos que ligam o policial militar reformado Ronnie Lessa, apontado como executor do crime, com o miliciano e ex-vereador Cristiano Girão em outro homicídio. Girão é um dos nomes investigados no inquérito que apura os mandantes da morte de Marielle.

De acordo com as investigações —que também tiveram a participação da Delegacia de Homicídios da Capital— Ronnie Lessa teria sido contratado por Girão para matar um desafeto do miliciano, que controla a comunidade da Gardênia Azul, na zona oeste do Rio. A Polícia Civil indiciou Lessa pela morte do ex-policial André Henrique da Silva Souza, o André Zóio, e sua companheira, Juliana Sales de Oliveira, de 27 anos, em junho de 2014. As informações são do jornal “O Globo”.

De acordo com as investigações, o método usado para matar o casal é muito semelhante ao usado na morte de Marielle e do seu motorista Anderson Gomes: um atirador em um carro atacou André Zóio, alvo do crime, e acabou atingindo sua companheira.

Ameaças a Marcelo Freixo

Cristiano Girão foi vereador no Rio de Janeiro e acabou preso por ligação com grupos paramilitares após ser investigado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Milícias, presidida pelo então deputado estadual Marcelo Freixo (PSB-RJ). Após a prisão, Girão chegou a jurar vingança. Autoridades de segurança pública do Rio atribuíram a ele diversos planos para matar Freixo ao longo dos últimos 13 anos.

Segundo a reportagem de “O Globo”, os investigadores suspeitam que, ciente do forte esquema de segurança que acompanha Freixo diariamente, Girão possa ter decidido atingir um alvo próximo ao do político, hoje deputado federal. Marielle trabalhava no gabinete de Freixo na época da CPI atendendo vítimas de milícias e era uma de suas principais aliadas políticas.

O indiciamento e denúncia de Ronnie Lessa e Cristiano Girão pela morte de André Zóio foi o último ato de investigação conduzido pelas promotoras Simone Sibílio e Letícia Emile antes de deixarem a força-tarefa. na semana passada. As duas teriam se queixado de interferência externa sobre as investigações. O delegado Moysés Santana, que comandou a Delegacia de Homicídios e conduziu esse caso na Polícia Civil, também foi exonerado recentemente.



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