Bolsonaro acusa vice-presidente da Câmara por aprovação de fundão eleitoral

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, teve alta hospitalar neste domingo (18) do hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde tratava de um quadro de obstrução intestinal desde a quarta-feira (14). Em entrevista coletiva na saída do hospital, Bolsonaro tratou pela primeira  vez da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pelo Congresso Nacional, que ampliou para R$ 5,7 bilhões a previsão do “fundão” eleitoral em 2022.

 

Segundo o presidente, a aprovação foi de responsabilidade do vice-presidente da Câmara. “O responsável por aprovar isso aí e o Marcelo Ramos (PL), lá do Amazonas, o presidente”, disse, referindo-se ao fato de que Marcelo Ramos presidiu a sessão que votou a LDO que viabilizou um fundão ainda maior. “Ele que fez isso tudo, porque se tivesse destacado,  talvez o resultado tinha sido diferente. Então cobre em primeiro lugar do Marcelo Ramos”.

Em outro momento, Bolsonaro disse que Marcelo Ramos atropelou, ignorou, passou por cima e não votou o destaque que poderia impedir o fundão. Pelo amor de deus o estado do Amazonas ter um parlamentar como este”.

O texto, aprovado na Câmara por 278 votos a favor, 145 votos contra e uma abstenção, teve o referendo de deputados da base governista. Para o presidente, a culpa não é deles. “Teve a votação da LDO, que interessava ao governo. Em um projeto enorme, alguém botou essa casca de banana, ou esta jabuticaba”, buscou justificar.

Sem indicar se irá vetar o texto no trecho sobre o fundão, Bolsonaro disse que “sigo a minha consciência, sigo a economia,  e a gente vai buscar dar um bom final pra isso tudo daí.”

Com a liberação pela equipe média, Bolsonaro segue diretamente para Brasília, onde deve voltar às atividades do cargo acompanhado de uma equipe médica.

Estado de saúde 

Ao sair do hospital, Bolsonaro disse que a crise começou após uma cirurgia de implante dentário, e que dias seguidos de soluços começaram a agravar seu quadro. Bolsonaro disse que o problema intestinal foi consequência da facada que sofreu em 2018 – mas tentou ligar, novamente sem provas, o autor do atentado a partidos de oposição. Apesar de ter de manter uma alimentação restrita, Bolsonaro disse que “não é exemplo” para seguir esta dieta.

Novamente Bolsonaro voltou a promover remédios sem eficácia comprovada contra a covid-19, e evitou dizer que o governo errou na condução. “A CPI daqui fica o tempo todo me acusando de corrupto, falando de algo que eu não comprei, que eu não paguei, e quem paga é alguém lá da ponta do Ministério. É todo dia uma narrativa…eu conversar com alguma pessoa virou ‘gabinete paralelo’, como que eu não tivesse autoridade”, queixou-se.

Questionado sobre o vídeo onde o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, aparece negociando com uma empresa a compra de doses da Coronavac pelo triplo do preço oferecido pelo Instituto Butantan, Bolsonaro minimizou o caso. “Lá [Brasília] é o paraíso dos lobistas”, disse. O presidente disse que é motivo de orgulho que os contratos não foram assinados e que, se ele estivesse no lugar de Pazuello, “teria apertado a mão deles todos.”

Aproveitando o espaço em frente às câmeras, Bolsonaro voltou a fazer críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, a quem credita (também sem provas) um esforço contra o chamado “voto impresso”; aos governadores, que possuem autoridade para promover medidas sanitárias mais restritas que o governo; e ao seu ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que deve concorrer contra seu ex-chefe em 2022.

Leia a nota da Secretaria de Comunicação:

O Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, teve alta hoje do Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or. Ele estava internado desde a quarta-feira, 14 de julho, para tratar um quadro de suboclusão intestinal. Ele seguirá com acompanhamento ambulatorial pela equipe médica assistente.


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