Avaliação de Guedes piora e 35% o consideram ruim/péssimo


O trabalho do ministro da Economia, Paulo Guedes, é “ruim” ou “péssimo” para 35% dos entrevistados da pesquisa PoderData, divulgada hoje pelo portal Poder360. É uma alta de 9 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada em fevereiro de 2021.

O PoderData entrevistou 2.500 pessoas em 469 municípios nas 27 unidades federativas de 11 a 13 de outubro. O período da pesquisa coincide com a divulgação do projeto “Pandora Papers”, que noticiou uma offshore de Paulo Guedes em paraíso fiscal. O ministro também tem sido criticado pela alta da inflação nos últimos meses.

O percentual dos que consideram o trabalho de Guedes “bom” ou “ótimo” caiu de 28% para 25% no mesmo período. A variação está dentro da margem de erro, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A alta no percentual de quem considera o trabalho de Guedes “ruim” ou “péssimo” deve-se a quem antes o avaliava como “regular”. Neste último cenário, a queda foi de 10 pontos percentuais, de 41% para 31%.

Antes da avaliação, os entrevistados foram questionados pelo PoderData em relação ao nível de seu conhecimento sobre o ministro. A opinião dos que alegaram não o conhecer não foi considerada para a pesquisa.

Guedes nega irregularidades em offshore

O ministro Guedes reafirmou que não há irregularidades em sua empresa e disse que está afastado do negócio desde que assumiu função pública. “Declarei tudo. É permitido, é legal, não fiz nada de errado. O dinheiro está sob gestores independentes e jurisdições sobre as quais não tenho influência”.

Saí da companhia dias antes de vir para cá. Dei todos os documentos … o resto é só barulho, barulho, barulho. E acho que vai ficar pior à medida que nos aproximamos das eleições Paulo Guedes sobre offshore

As informações sobre a offshore de Guedes foram obtidas pelo projeto “Pandora Papers”, do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), cujos parceiros no Brasil são a revista Piauí e o site Poder360. O vazamento também apontou uma empresa no exterior em nome do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Offshore é o nome dado a empresas que são abertas em países que, geralmente, são considerados paraísos fiscais, onde a tributação não é tão pesada e o sigilo a dados bancários é mais forte que em outros Estados.

Segundo os “Pandora Papers”, Guedes possui desde 2014 uma offshore de nome Dreadnoughts International. O ministro da Economia depositou US$ 9,54 milhões (mais de R$ 51,8 milhões, na cotação atual) na conta da offshore, em uma agência do banco Crédit Suisse em Nova York.

A abertura de uma empresa no exterior não é ilegal, desde que seja declarada à Receita Federal. Também precisa ser declarada ao Banco Central, caso os ativos da empresa ultrapassem US$ 1 milhão.

No entanto, tanto o caso de Guedes quanto de Campos Neto podem ser enquadrados no primeiro parágrafo do artigo 5º do Código de Conduta da Alta Administração Federal, de 2000.

“Artigo 5º § 1º. É vedado o investimento em bens cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas, em razão do cargo ou função, inclusive investimentos de renda variável ou em commodities, contratos futuros e moedas para fim especulativo, excetuadas aplicações em modalidades de investimento que a CEP venha a especificar.”.





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