Astrónomos podem ter encontrado exolua à volta de exoplaneta parecido a Júpiter


A deteção confiante de uma lua em órbita de um planeta para além do nosso sistema solar – chamado exolua ou lua extrassolar – tem iludido os astrónomos até agora. Contudo, finalmente poderão ter encontrado o que procuravam há muito.

Foram detetados sinais do que pode ser uma exolua em órbita de um planeta a mais de 5000 anos-luz de distância. Se for real, pode ser a primeira lua extrassolar que encontrámos, mas…

Ilustração de uma exolua a orbitar o exoplaneta Kepler-1625b

 

Há uma exolua a orbitar um planeta e que se esconde do nós

O que foi para já detetado deixa algumas dúvidas, mas provoca bastante ansiedade. Isto porque Já houve alguns candidatos exoluas não confirmados, nomeadamente uma em torno de um planeta chamado Kepler-1625b.

De uma amostra de cerca de 300 planetas, todos observados pelo telescópio espacial Kepler, o Kepler-1625b era mais parecido com Júpiter.

Isso é um pouco invulgar, porque Kepler tem uma forte tendência para olhar para os planetas mais próximos da estrela, e os planetas do tamanho de Júpiter são bastante raros.

Explicou David Kipping, astrónomo da Universidade de Columbia.

Na análise seguinte os investigadores, quando voltaram a verificar dos dados de Kepler, concentraram-se na pesquisa de luas em órbita de exoplanetas semelhantes a Júpiter - aquelas que têm pelo menos metade do tamanho de Júpiter com períodos orbitais relativamente longos.

Nessa altura encontraram 70 mundos e resolveram, através deles, procurar sinais de exoluas.

 

Como é que o telescópio espacial Kepler procura planetas?

A técnica usada pelo telescópio Kepler para procurar planetas, recorre à observação da luz das estrelas. Isto é, quando um planeta passa em frente à sua estrela, a luz da estrela diminui, e isso deve acontecer em intervalos regulares à medida que o planeta orbita.

No entanto, se houver uma lua, será notada uma diminuição extra do brilho da estrela, uma vez que há um corpo extra a passar entre a lente do telescópio e o brilho da estrela.

Como resultado, dos 70 mundos, Kipping e os seus colegas encontraram três para os quais a luz das estrelas (e a sua oscilação) estava mais compatíveis com um modelo que continha um planeta e uma lua do que um modelo que continha apenas um planeta.

Assim, depois de vasculharem mais profundamente, atribuíram um dos sinais aos efeitos do movimento do telescópio e outro à atividade na superfície da estrela, mas o terceiro desafiou teimosamente a explicação para outra coisa que não uma lua.

Nos dois primeiros casos, temos a certeza de que são falsos, mas no último não conseguimos "matar" esta lua. Tentámos todas as técnicas que podíamos imaginar e não nos conseguimos livrar dela. Aquele terceiro planeta chama-se Kepler-1708b e o telescópio observou-o passar duas vezes em frente da sua estrela, ambos com pequenos mergulhos extra à luz das estrelas que poderão ser atribuídos a uma lua.

Disse Kipping.

Os investigadores calcularam que há cerca de 1% de probabilidade de a deteção ser um falso positivo causado pelo ruído no sinal.

Se a exolua for real, é cerca de 2,6 vezes o tamanho da Terra, muito maior do que qualquer lua vista no nosso próprio sistema solar e apenas ligeiramente menor do que a exolua em órbita não confirmada Kepler-1625b.

Ilustração da deteção pela técnica do trânsito planetário

 

Exoluas devem existir, falta encontra-las

Isto pode parecer estranho, mas não significa que estas enormes luas sejam provavelmente comuns. Se fosse mais pequeno, o sinal não seria suficientemente forte para o Kepler o detetar.

Se não fosse deste tamanho, não o teríamos encontrado de forma alguma. Qualquer levantamento para luas com Kepler é, por definição, um levantamento em super lua.

Disse Kipping.

Portanto, mesmo com uma lua potencial de tamanho tão grande, as observações não são conclusivas. Isto porque geralmente os astrónomos preferem ter pelo menos três mergulhos à luz de uma estrela, e para já só foram detetados dois para o Kepler-1708b. Além disso, a estrela é relativamente fraca, pelo que o sinal não é particularmente forte.

Kipping e os seus colegas estão agora a trabalhar para descobrir o que poderíamos aprender sobre este sistema com observações adicionais, mas é possível que a estrela seja tão fraca que nunca permita sabermos ao certo se o Kepler-1708b tem uma lua - um destino semelhante ao da potencial exolua em órbita do Kepler-1625b. Como é referido, este candidato pode estar apenas condenado.

 

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