Argentina inclui gênero não binário em documento de identidade


O presidente da Argentina Alberto Fernández anuncia hoje uma nova versão do DNI (documento nacional de identidade), que agora permite aos cidadãos declararem seu gênero como uma das três opções: feminino (F), masculino (M) ou não binário (X). As informações são do Clarin.

O governo argentino disse que a novidade é para contemplar as pessoas que não se identificam como homens ou mulheres, mas como algo fluido entre eles ou nenhum dos dois. Assim, a Argentina se torna o primeiro país latino-americano a ter documentação inclusiva nesse sentido, de acordo com o Clarin.

Segundo o regulamentado, o X representa “não-binário, indeterminado, indefinido, autopercebido, não declarado; ou outro significado com o qual a pessoa que não se sinta incluída no binário masculino-feminino possa ser identificada”.

A terceira opção de gênero se estenderá para apátridas, refugiados e estrangeiros que tenham direito ao DNI ou documentação parecida. A determinação tem 120 dias para ser implementada, levando em conta as adaptações necessárias de sistemas, tecnologia e regulamentação.

Para garantir maior inclusão, o decreto instrui o Ministério da Mulher, Gênero e Diversidade a treinar os funcionários de órgãos da administração pública em temas de diversidade. Isso para que a novidade seja “aplicada em condições de respeito aos direitos das pessoas transgênero e intersexo”.

Pelos acordos do Mercosul, o DNI pode ser utilizado como passaporte para viagens dentro do bloco. Por isso, o Ministério das Relações Exteriores se comprometeu a notificar a mudança para a ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional) e ao próprio Mercosul.





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